domingo, 18 de abril de 2010

Insisto um passo a mais no chão pernicioso do meu dia. Acredito nas coisas importantes e também nas que são fúteis, pois tudo o que nos move faz parte do equilíbrio permanente entre o essencial e o supérfluo. Não quero atenção de rostos sérios e que dêem importância apenas aos ditos "valores fundamentais" da vida, quero também arrancar risos, gargalhadas e gemidos de quem amo, de quem convivo, de quem não canso de ouvir mil vezes a mesma história.
Penso no segundo ausente das conversas banais e aparentemente sem proveito como o aprisionamento repleto do que há de mais humano, mais unido e mais eterno. Andar e sorrir, pensar e ouvir, cantar e olhar, sentir e beijar, falar e respeitar, construir e agradecer. São pares de atitudes, pares de virtudes, pares de coisas que não devem jamais desenlaçar-se nesse caminho torto e estranho que o mundo nos impôs desde o início dos tempos. E para nossa inquietação, é um caminho que nunca se endireitará, para que possamos sempre nos sentirmos impelidos pela trêfega vontade de torná-lo ao menos um caminho bom e prazeroso de se seguir. Eu vejo meus amigos como a materialização da beleza que fez nascer todas as coisas.
É bela a justiça e até a maldade, belo o prazer e a vingança, há mesmo beleza na caridade e até no egoísmo. Não faço, desta forma, apologia alguma a qualquer desses eventos, não cometeria tal loucura. O que tento expressar com estas poucas linhas e quase sem efeito é a nossa luta infinita com anjos e demônios atormentando nosso espírito, prestes a nos fazer sucumbir a um abismo sem cor alguma. E essa batalha é que nos forma, nos distancia, nos escolhe, nos faz humanos feitos de carne, ossos e sentimento vivo, como se um turbilhão que faz girar os corpos no espaço penetrasse pelos poros mínimos da nossa camada orgânica e nos imbuísse da potência inexorável que se chama sobrevivência. Amigos, a palavra dos séculos é a beleza, e a da eternidade é o amor. A dádiva suprema que desta duas palavras se formou passou então, a chamar-se VIDA.

terça-feira, 23 de março de 2010

06/05

Armei uma tenda
No canto duro do meu peito
precisei cravar fundo ao lado direito
Uma vez pronta
Passei a fazer monta
da circuntâncias
em que você aparece
Nas audiências
toda atenção está
nessa sua raiz
Que aos poucos me ocupa
Numa constante de ondas doces
num reverberar de calmas frases
Assim me encontro na
Sólida sintonia
de tão bela companhia!!

sábado, 29 de agosto de 2009

Ser

Lá fora, uma neblina fina consumia toda atmosfera, o céu estava encoberto por nuvens negras e carregadas, tudo parecia normal para uma triste noite de inverno. Mais adiante, um grito ensurdecedor estronda no ar gélido da madrugada. No apartamento 716, Artur acorda encharcado de suor, suas mãos estavam frias e trêmulas, seu coração batia descontroladamente, podia até sentir o sangue fluir em suas veias. Estava realmente assustado, já era a quinta vez no mesmo mês. Ainda deitado, permaneceu imóvel durante algumas horas, fitando o teto, tentando acreditar que tudo aquilo não passara de um sonho. Quando se deu conta, já era tarde, as horas já tinham sido evaporadas e toda sua força usurpada. Não conseguia nem ao menos se mexer. Tão logo, vultos estranhos se formavam diante de seus olhos, figuras estranhas surgiam misteriosamente no canto entre as paredes. Tomado por uma onda de terror e um sopro de epifânia, levantou depressa, atormentado. Em largas passadas dirigiu-se ao banheiro fracamente iluminado pelas frestas de luz vindas do corredor, ligou a torneira e durante um longo período, mirou-se em frente ao espelho, não via nada, a não ser a silhueta de um rosto fantasmagórico ofuscado pela ebriedade da vida. Era, como se estivesse para sempre, condenado a vagar e não existir.


By Bored Girrrl

domingo, 28 de junho de 2009


Não importa esse sonho que se expande
ou esse temor pulsionante que verbera
minha calma correntada
que me mantem
viva e atenta
neste único
pedaço do fim...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

If you go i will surely die




Hey
been trying to meet you
hey
must be a devil between us
or whores in my head
whores at my door
whores in my bed
but hey
where
have you
been if you go i will surely die
we're chained

uh said the man to the lady
uh said the lady to the man she adored
and the whores like a choir
go uh all night
and mary ain't you tired of this
uh
is
the
sound
that the mother makes when the baby breaks
we're chained

terça-feira, 23 de junho de 2009

Insisto um passo a mais no chão pernicioso do meu dia. Acredito nas coisas importantes e também nas que são fúteis, pois tudo o que nos move faz parte do equilíbrio permanente entre o essencial e o supérfluo. Não quero atenção de rostos sérios e que dêem importância apenas aos ditos "valores fundamentais" da vida, quero também arrancar risos, gargalhadas e gemidos de quem amo, de quem convivo, de quem não canso de ouvir mil vezes a mesma história.
Penso no segundo ausente das conversas banais e aparentemente sem proveito como o aprisionamento repleto do que há de mais humano, mais unido e mais eterno. Andar e sorrir, pensar e ouvir, cantar e olhar, sentir e beijar, falar e respeitar, construir e agradecer. São pares de atitudes, pares de virtudes, pares de coisas que não devem jamais desenlaçar-se nesse caminho torto e estranho que o mundo nos impôs desde o início dos tempos. E para nossa inquietação, é um caminho que nunca se endireitará, para que possamos sempre nos sentirmos impelidos pela trêfega vontade de torná-lo ao menos um caminho bom e prazeroso de se seguir. Eu vejo meus amigos como a materialização da beleza que fez nascer todas as coisas.
É bela a justiça e até a maldade, belo o prazer e a vingança, há mesmo beleza na caridade e até no egoísmo. Não faço, desta forma, apologia alguma a qualquer desses eventos, não cometeria tal loucura. O que tento expressar com estas poucas linhas e quase sem efeito é a nossa luta infinita com anjos e demônios atormentando nosso espírito, prestes a nos fazer sucumbir a um abismo sem cor alguma. E essa batalha é que nos forma, nos distancia, nos escolhe, nos faz humanos feitos de carne, ossos e sentimento vivo, como se um turbilhão que faz girar os corpos no espaço penetrasse pelos poros mínimos da nossa camada orgânica e nos imbuísse da potência inexorável que se chama sobrevivência. Amigos, a palavra dos séculos é a beleza, e a da eternidade é o amor. A dádiva suprema que desta duas palavras se formou passou então, a chamar-se VIDA.

by Bored Girl

quinta-feira, 4 de junho de 2009

LIBERTE-SE


Vamos pintar com as cores vivas de nossa bandeira, desprendo-se das coisas fúteis que nos foram empurradas pelo mundo fantástico em que vivemos, onde o Lobo mau se esconde na TV de nossas casas e nos cerca pelas rádios, prestes a nos devorar, caso sejamos fracos a ponto de nos deixarmos iludir pelos seus dentes e garras afiados, seguidos por um par de olhos grandes e orelhas pontudas. E sem se importar com pensamentos ou opiniões alheias, vamos dançar até perder o fôlego junto ao ritmo suave da música que nos toca a alma. Não venho aqui fazer apologia a nada, com essas palavras soltas e desajustadas, nem tão pouco dizer para que se viva cada momento de suas vidas, como se fosse o último, muito menos o primeiro. Certamente aqueles que vêem e sabem ler nas entrelinhas entenderão o que eu digo, e absorverão a real intenção dessa mensagem. Não quero atenção de rostos sérios voltados às concepções morais movidas pelo “politicamente correto”, que nem ao menos sabem e entendem o real significado da palavra “vida”.


by Bored Girl